Sistema de Dessalinização de IlhabelaSegurança hídrica para o futuro do litoral paulista
A primeira planta de dessalinização para abastecimento público da Região Sudeste. Um projeto da Ecosan a serviço da Sabesp, construído pelo Consórcio Águas de Ilhabela.
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A estação que vai abastecer Ilhabela
Renders do projeto da estação de dessalinização, da vista geral às áreas internas de tratamento.
A estação e o Canal de São Sebastião
Layout completo do empreendimento
Circulação e acessos da estação
Conjunto de edificações e reservatório
Unidade de tratamento e reservatórios
Implantação no terreno arborizado
Prédio de geração de energia
Panorâmica do empreendimento
Onde cada etapa acontece
A mesma jornada da água, agora sobre a planta da estação. Cada ponto marca uma unidade do sistema, da captação à destinação do concentrado.
Passe o mouse ou toque nos pontos para ver os detalhes
Captação de água bruta
Água bruta retirada do Ribeirão Água Branca e conduzida para o tratamento, com peneira estática e sala dos compressores.
Reservatório de água bruta
Tanque circular que armazena e equaliza a água captada antes do tratamento.
Unidade de tratamento
Coração do sistema: ultrafiltração e osmose reversa removem o sal e os contaminantes, transformando a água salobra em água potável.
Centro de Educação Ambiental
Edificações de apoio e o CEA, em construção ecológica, abertos à comunidade.
Equalização e destinação
O concentrado da osmose passa pelo tanque de equalização e segue para o sistema de esgoto e o emissário submarino, com diluição de cerca de 300 vezes.
Captação de água bruta
Reservatório de água bruta
Unidade de tratamento
Centro de Educação Ambiental
Equalização e destinação
É a primeira planta de dessalinização para abastecimento público da Região Sudeste do Brasil. O sistema capta até 40 litros por segundo de água salobra e produz de 20 a 30 litros por segundo de água potável.
Na primeira etapa, o projeto beneficia cerca de 8.000 habitantes, com previsão de dobrar a produção em uma segunda etapa de obras.
Uma ilha que triplica de população na temporada
Ilhabela tem pouco mais de 36 mil moradores fixos. Na alta temporada, com o turismo, esse número chega a até 140 mil pessoas. A demanda por água dispara nos mesmos meses em que os mananciais ficam mais pressionados.
A capacidade atual de abastecimento, de 140 litros por segundo, já opera no limite. Mais de 80% do território da ilha está dentro de unidades de conservação, o que restringe a captação em novos mananciais de água doce.
Era preciso uma nova fonte de água que não dependesse das chuvas, com baixo impacto ambiental e prazo curto de implantação.
O salto da demanda na temporada
A capacidade instalada de 140 l/s já não cobre a demanda média atual, situação que se agrava a cada ano.
Da captação à torneira: como o sistema funciona
O sistema trata uma água bruta com salinidade muito variável, que oscila de quase doce a salgada conforme o regime de marés. A osmose reversa é a etapa central, e cada gota passa por um circuito completo de tratamento e monitoramento.
Captação
Água bruta do Ribeirão Água Branca
Pré-tratamento
Peneiras, filtros de disco e reator de contato
Ultrafiltração
Membranas de fibra oca de 0,03 micra
Osmose reversa
Remove o sal da água
Água potável
Segue para a ETA Água Branca
Equalização
Concentrado da osmose reversa
EEE Florinha
Mistura com o esgoto sanitário
Emissário submarino
Lançamento no Canal de São Sebastião
Monitoramento
Salinidade, pH e temperatura · diluição ~300x
Veja o processo completo em movimento
Acompanhe o caminho da água, do ponto de captação no Ribeirão Água Branca até a entrega de água potável, e a destinação segura do concentrado.
Águas de Ilhabela · a serviço da Sabesp
Por que a dessalinização foi a alternativa escolhida
Antes de optar pela dessalinização, a Sabesp avaliou diferentes alternativas de captação para Ilhabela. Cada uma foi pontuada por critérios técnicos, ambientais e de prazo. A dessalinização venceu com folga.
O resultado da análise
Dessalinização
Menor impacto ambiental, área antropizada, prazo curto
Captação no Córrego da Laje
Alto impacto ambiental e prazo de obra muito maior
As alternativas do Córrego Jabaquara e de trazer água do continente foram consideradas inviáveis por falta de vazão e alto risco de obra.
O que pesou a favor
Quatro fatores decisivos diante da escassez hídrica recorrente da ilha:
Menor impacto ambiental
Implantação em área já antropizada, sem supressão de mata atlântica preservada.
Prazo de obra muito menor
Solução implantada em tempo bem inferior ao das captações superficiais.
Independência das chuvas
Fonte de água que não depende da estiagem nem da turbidez dos mananciais atuais.
Tecnologia de vanguarda
Primeira planta de dessalinização para abastecimento público do Sudeste do país.
Água dentro do padrão de potabilidade
O sistema entrega água que atende integralmente à Portaria GM/MS 888/2021, com limite de 100 mg/l de cloretos. A osmose reversa é dimensionada para suportar os picos de salinidade do manancial, garantindo água potável em qualquer condição de maré.
Sustentabilidade integrada e educação ambiental
O empreendimento vai além do tratamento de água. Conta com um Centro de Educação Ambiental em construção ecológica, com painéis fotovoltaicos, reaproveitamento energético nas membranas, aproveitamento de água pluvial e iluminação em LED com placas solares. Um espaço aberto à comunidade e aos turistas da ilha.
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Dúvidas sobre a dessalinização em Ilhabela
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