Case · Farmacêutico · Retrofit de ETA

A estação continuou a mesma. O processo ficou outro.

A Ecosan readequou a ETA compacta que havia fornecido à MSD em 2005. Onze anos depois, a mesma estrutura voltou a operar com filtros automatizados, carvão ativado e dosagem controlada por sensor.

Vazão: 20 m³/h Cliente: MSD Organon Local: Campinas, SP Retrofit: 2016

A Ecosan fez a readequação completa da ETA compacta de 20 m³/h da unidade da MSD em Campinas, estação que a própria Ecosan havia fornecido em 2005. O retrofit trocou o material filtrante, automatizou os dois filtros de areia de 10 m³/h, acrescentou filtro de carvão ativado granular para adsorver subprodutos orgânicos halogenados e colocou a dosagem de químicos sob controle por turbidez e ORP, com registro em data logger.

20m³/h
Capacidade da ETA compacta
2 × 10m³/h
Filtros de areia automatizados em paralelo
2005
Ano do fornecimento da estação original
2016
Ano da readequação completa
O desafio

Uma estação de 2005 diante das exigências de uma planta farmacêutica

A ETA original cumpria o tratamento físico-químico clássico, mas a planta passou a exigir mais: ausência de subprodutos orgânicos halogenados, rastreabilidade do processo, menos intervenção manual e estabilidade mesmo com o rejeito da osmose reversa retornando à entrada.

Atender padrão da indústria farmacêutica
Remover subprodutos halogenados (HAA)
Rastrear pH, ORP e turbidez em tempo real
Reduzir a intervenção manual do operador
Absorver o retorno do rejeito da osmose reversa

Readequar em vez de construir do zero preserva a estrutura civil, a área instalada e o investimento já feito. O que muda é o que está dentro: material filtrante, equipamentos, instrumentação e a lógica de controle.

Como funciona

Da captação à água pronta para o processo

Cinco etapas de uma ETA compacta clássica, agora com controle automático em cada uma delas.

Filtração a gravidade Carvão ativado granular Dosagem por turbidez e ORP
01
Entrada

Água do rio e rejeito da osmose reversa

As duas fontes foram unificadas na alimentação. O rejeito da osmose reversa, que antes seria descartado, volta para o início do tratamento. A vazão passa pela calha Parshall antes de seguir para a mistura.

02
Físico-químico

Coagulação, floculação e decantação

Câmaras independentes e módulos de sedimentação otimizados. Sulfato de alumínio hidratado, polímero, hipoclorito de sódio e carvão ativado em pó são dosados conforme a leitura de turbidez e de ORP.

03
Filtração

Dois filtros de areia de 10 m³/h

Material filtrante e crepinas substituídos, com granulometria otimizada. Válvulas automáticas e pressostatos diferenciais disparam a retrolavagem por perda de carga, por turbidez ou por tempo.

04
Polimento

Filtro de carvão ativado granular

Instalado na saída dos filtros de areia, com skid de bombeamento e controle por pressostato diferencial. É ele que adsorve os subprodutos orgânicos halogenados formados na cloração.

05
Controle

Automação e rastreabilidade

Bombas, válvulas e dosadores automatizados e integrados ao sistema de operação da planta. O controle de pH e de ORP fica registrado em data logger, o que dá estabilidade e histórico ao processo.

O que a readequação entrega

Seis ganhos que o retrofit trouxe para a operação

Vantagens técnicas, operacionais e ambientais da estação modernizada.

Eficiência na remoção de contaminantes

Decantação otimizada, filtração de areia e carvão ativado em série: altíssima eficiência na remoção de sólidos, turbidez e compostos orgânicos halogenados.

Controle avançado do processo

Monitoramento contínuo de pH, ORP e turbidez, com ajuste automático da dosagem. Precisão no tratamento e nada de desperdício de produto químico.

Flexibilidade operacional

A estação aceita ajuste fino conforme a variação de carga da planta e mantém estabilidade mesmo nos ciclos em que o rejeito da osmose reversa retorna.

Menos intervenção manual

Válvulas, bombas e retrolavagem automatizadas liberam o operador da rotina e devolvem tempo para atividades mais estratégicas.

Baixo custo de manutenção

Equipamentos mais modernos exigem menos manutenção corretiva e duram mais, o que reduz o custo operacional ao longo do tempo.

Sustentabilidade e compliance

A modernização alinha a estação às boas práticas ambientais e regulatórias, com gestão responsável do recurso hídrico.

Destaques técnicos

Três decisões de engenharia que sustentam o resultado

O que foi recalculado e reconfigurado dentro da estação existente.

Velocidade crítica de sedimentação
Realinhada com a troca dos módulos decantadores por versões mais eficientes
Gradiente de mistura e floculação
Reconfigurado depois da calha Parshall, com inversores de frequência, para preservar a integridade dos flocos
Rio e rejeito da OR unificados
Com recirculação de lodo do decantador por bomba helicoidal, minimizando perdas
Escopo Ecosan

O que foi trocado e instalado

As melhorias implementadas na readequação da estação.

Filtração a gravidade para remoção de sólidos em suspensão
Coagulação, floculação e decantação com câmaras independentes e módulos otimizados
Filtro de areia automatizado, duas unidades de 10 m³/h com válvulas automáticas e pressostatos diferenciais
Substituição do material filtrante e das crepinas, com granulometria otimizada
Filtro de carvão granular (GAC) na saída dos filtros de areia, com skid de bombeamento
Dosagem controlada por turbidez e ORP: sulfato de alumínio, hipoclorito de sódio, polímero e carvão ativado em pó
Controle de pH e ORP com data logger, para estabilidade e rastreabilidade
Automação de bombas, válvulas e dosadores, integrada ao sistema de operação da planta
A estação

A ETA da MSD em campo

Registros da estação depois da readequação.

Filtros de areia e carvão ativado da ETA da MSD em Campinas, com o tanque da estação ao fundo
Tanque de floculação e decantação da ETA da MSD em Campinas, ao lado dos filtros pressurizados
Válvulas automáticas de retrolavagem instaladas nos filtros de areia da ETA da MSD
Tubulação, válvulas e manômetros na saída dos filtros da ETA da MSD em Campinas
Vista superior da ETA da MSD em Campinas, com filtro, câmaras de tratamento e passarela de operação
Resultado

Uma estação mais moderna, confiável e flexível

A readequação devolveu à MSD uma ETA com alta eficiência no tratamento, qualidade compatível com processos industriais críticos e bem menos intervenção manual no dia a dia. O compromisso da planta com a sustentabilidade, o controle de resíduos e a segurança operacional ficou mais fácil de sustentar.

A relação com a unidade de Campinas vem de longe: a ETA original é de 2005, o retrofit completo é de 2016 e, no mesmo ano, a Ecosan forneceu também o tratamento terciário do clarificado dos decantadores para reúso, de 14 m³/h.

Tecnologias

O que existe dentro desta ETA

As tecnologias combinadas na estação compacta clássica da MSD.

Filtração a gravidade Coagulação Floculação (FTA) Decantação com módulos (MTB) Filtro de areia fechado Carvão ativado granular (GAC) Carvão ativado em pó (PAC) Retrolavagem automática Pressostato diferencial Inversores de frequência Data logger de pH e ORP Recirculação de lodo Tanque em aço

Arranjo clássico e aberto, projetado para uso industrial, capaz de produzir água tratada de alta qualidade com tratamento físico-químico convencional e controle avançado.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre retrofit de ETA industrial

O que engenheiros de utilidades mais perguntam antes de modernizar uma estação.

O que é um retrofit de ETA? +
É a readequação de uma estação de tratamento de água já existente: troca de equipamentos, materiais filtrantes e instrumentação, mais automação, sem construir uma estação nova. Aproveita a estrutura civil e a área instalada e devolve a planta com desempenho e controle atuais.
Qual a capacidade da ETA da MSD em Campinas? +
20 m³/h. A filtração de areia é feita por duas unidades de 10 m³/h operando em paralelo, com válvulas automáticas e retrolavagem disparada por perda de carga, turbidez ou tempo.
Para que serve o filtro de carvão ativado granular? +
O carvão ativado granular fica na saída dos filtros de areia e adsorve subprodutos orgânicos halogenados, os HAA, formados na cloração. É o que dá à água tratada as características exigidas pela indústria farmacêutica.
Como a dosagem de químicos é controlada? +
Por turbidez e ORP. Sulfato de alumínio hidratado, hipoclorito de sódio, polímero e carvão ativado em pó são dosados conforme a leitura dos sensores, com controle de pH e ORP registrado em data logger. O ajuste automático dá precisão e evita desperdício de produto.
O que muda ao unificar a água do rio com o rejeito da osmose reversa? +
O rejeito da osmose reversa volta para a entrada da ETA em vez de ser descartado, o que reduz a captação e a perda de água. Como o ciclo passa a variar mais, a estação precisou de ajuste fino no gradiente de mistura e de recirculação de lodo do decantador por bomba helicoidal.
Quanto tempo dura uma ETA antes de precisar de retrofit? +
Não há prazo fixo: depende do regime de operação, da qualidade da água bruta e da evolução das exigências do processo. A ETA da MSD foi fornecida em 2005 e passou pela readequação completa em 2016, onze anos depois.
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