A estação continuou a mesma. O processo ficou outro.
A Ecosan readequou a ETA compacta que havia fornecido à MSD em 2005. Onze anos depois, a mesma estrutura voltou a operar com filtros automatizados, carvão ativado e dosagem controlada por sensor.
A Ecosan fez a readequação completa da ETA compacta de 20 m³/h da unidade da MSD em Campinas, estação que a própria Ecosan havia fornecido em 2005. O retrofit trocou o material filtrante, automatizou os dois filtros de areia de 10 m³/h, acrescentou filtro de carvão ativado granular para adsorver subprodutos orgânicos halogenados e colocou a dosagem de químicos sob controle por turbidez e ORP, com registro em data logger.
Uma estação de 2005 diante das exigências de uma planta farmacêutica
A ETA original cumpria o tratamento físico-químico clássico, mas a planta passou a exigir mais: ausência de subprodutos orgânicos halogenados, rastreabilidade do processo, menos intervenção manual e estabilidade mesmo com o rejeito da osmose reversa retornando à entrada.
Readequar em vez de construir do zero preserva a estrutura civil, a área instalada e o investimento já feito. O que muda é o que está dentro: material filtrante, equipamentos, instrumentação e a lógica de controle.
Da captação à água pronta para o processo
Cinco etapas de uma ETA compacta clássica, agora com controle automático em cada uma delas.
Água do rio e rejeito da osmose reversa
As duas fontes foram unificadas na alimentação. O rejeito da osmose reversa, que antes seria descartado, volta para o início do tratamento. A vazão passa pela calha Parshall antes de seguir para a mistura.
Coagulação, floculação e decantação
Câmaras independentes e módulos de sedimentação otimizados. Sulfato de alumínio hidratado, polímero, hipoclorito de sódio e carvão ativado em pó são dosados conforme a leitura de turbidez e de ORP.
Dois filtros de areia de 10 m³/h
Material filtrante e crepinas substituídos, com granulometria otimizada. Válvulas automáticas e pressostatos diferenciais disparam a retrolavagem por perda de carga, por turbidez ou por tempo.
Filtro de carvão ativado granular
Instalado na saída dos filtros de areia, com skid de bombeamento e controle por pressostato diferencial. É ele que adsorve os subprodutos orgânicos halogenados formados na cloração.
Automação e rastreabilidade
Bombas, válvulas e dosadores automatizados e integrados ao sistema de operação da planta. O controle de pH e de ORP fica registrado em data logger, o que dá estabilidade e histórico ao processo.
Seis ganhos que o retrofit trouxe para a operação
Vantagens técnicas, operacionais e ambientais da estação modernizada.
Eficiência na remoção de contaminantes
Decantação otimizada, filtração de areia e carvão ativado em série: altíssima eficiência na remoção de sólidos, turbidez e compostos orgânicos halogenados.
Controle avançado do processo
Monitoramento contínuo de pH, ORP e turbidez, com ajuste automático da dosagem. Precisão no tratamento e nada de desperdício de produto químico.
Flexibilidade operacional
A estação aceita ajuste fino conforme a variação de carga da planta e mantém estabilidade mesmo nos ciclos em que o rejeito da osmose reversa retorna.
Menos intervenção manual
Válvulas, bombas e retrolavagem automatizadas liberam o operador da rotina e devolvem tempo para atividades mais estratégicas.
Baixo custo de manutenção
Equipamentos mais modernos exigem menos manutenção corretiva e duram mais, o que reduz o custo operacional ao longo do tempo.
Sustentabilidade e compliance
A modernização alinha a estação às boas práticas ambientais e regulatórias, com gestão responsável do recurso hídrico.
Três decisões de engenharia que sustentam o resultado
O que foi recalculado e reconfigurado dentro da estação existente.
O que foi trocado e instalado
As melhorias implementadas na readequação da estação.
A ETA da MSD em campo
Registros da estação depois da readequação.





Uma estação mais moderna, confiável e flexível
A readequação devolveu à MSD uma ETA com alta eficiência no tratamento, qualidade compatível com processos industriais críticos e bem menos intervenção manual no dia a dia. O compromisso da planta com a sustentabilidade, o controle de resíduos e a segurança operacional ficou mais fácil de sustentar.
A relação com a unidade de Campinas vem de longe: a ETA original é de 2005, o retrofit completo é de 2016 e, no mesmo ano, a Ecosan forneceu também o tratamento terciário do clarificado dos decantadores para reúso, de 14 m³/h.
O que existe dentro desta ETA
As tecnologias combinadas na estação compacta clássica da MSD.
Arranjo clássico e aberto, projetado para uso industrial, capaz de produzir água tratada de alta qualidade com tratamento físico-químico convencional e controle avançado.
Dúvidas sobre retrofit de ETA industrial
O que engenheiros de utilidades mais perguntam antes de modernizar uma estação.
O que é um retrofit de ETA? +
Qual a capacidade da ETA da MSD em Campinas? +
Para que serve o filtro de carvão ativado granular? +
Como a dosagem de químicos é controlada? +
O que muda ao unificar a água do rio com o rejeito da osmose reversa? +
Quanto tempo dura uma ETA antes de precisar de retrofit? +
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