Quando 60 mil pessoas passam a ter o esgoto tratado
A Ecosan forneceu a linha de equipamentos da ETE Capivari I, da Sanasa Campinas. Uma estação de 86 L/s que tirou do Rio Capivari 7,5 milhões de litros de esgoto por dia lançados in natura.
A ETE Capivari I, da Sanasa Campinas, trata 86 litros por segundo de esgoto e atende 60 mil habitantes. O processo combina reatores UASB, filtros biológicos aerados submersos e decantadores secundários, com 90% de eficiência na remoção de carga orgânica. A Ecosan forneceu a linha completa de equipamentos do tratamento preliminar ao secundário. Com a estação em operação, o índice de esgoto tratado de Campinas subiu para cerca de 80%.
Uma bacia inteira lançando esgoto sem tratamento no rio
A região da bacia do Capivari concentrava bairros e núcleos residenciais em expansão, sem tratamento de esgoto. Todo o volume coletado ia parar no Rio Capivari in natura. A obra precisava resolver a coleta, o afastamento e o tratamento ao mesmo tempo, com equipamentos capazes de operar em regime contínuo e com carga variável.
A ETE Capivari I foi construída pelo consórcio liderado pela Construtora Norberto Odebrecht e pela CBPO Engenharia Ambiental, por meio da Capivari Ambiental S.A., uma sociedade de propósito específico que era modalidade inédita para obras de saneamento no país.
Da grade de entrada ao efluente devolvido ao rio
Cinco etapas encadeadas, do tratamento preliminar até o lançamento final no Rio Capivari.
Retenção de sólidos grosseiros
O esgoto bruto passa pelas grades automáticas com cremalheira e pela peneira escalar autolimpante. O material retido é conduzido pelos parafusos transportadores até a coleta, sem manuseio manual.
Separação da areia
No desarenador, as partículas pesadas se depositam e são removidas antes de chegar às etapas biológicas. É o que protege bombas, tubulações e reatores do desgaste por abrasão.
Reatores UASB
O esgoto entra pela base do reator e sobe através de uma manta de lodo biológico que degrada a matéria orgânica sem aeração. Consumo de energia baixo e produção de lodo reduzida.
Filtros biológicos aerados submersos
O efluente do UASB segue para os filtros aerados, onde a biomassa fixa completa a remoção da carga orgânica. É aqui que o efluente ganha o alto teor de oxigênio dissolvido.
Decantadores e lançamento no rio
Os decantadores secundários, com removedores de lodo de acionamento periférico, separam a biomassa. A vazão é medida na calha Parshall e o efluente tratado é lançado no Rio Capivari, a jusante da foz do Ribeirão Piçarrão.
Seis características do arranjo da ETE Capivari I
Escolhas de processo e de equipamento que sustentam a operação contínua da estação.
90% de remoção de carga orgânica
A combinação de UASB, filtros aerados e decantadores entrega um efluente cristalino e com alto teor de oxigênio dissolvido.
Vida aquática de volta ao Capivari
O oxigênio dissolvido no efluente melhora as condições dos cursos d'água que recebem o lançamento.
Concebida em quatro módulos
O primeiro módulo saiu com 86 L/s. As expansões seguintes foram planejadas conforme o crescimento populacional da região.
Autolimpeza no preliminar
Grades automáticas, peneira escalar autolimpante e parafusos transportadores tiram o operador do contato com o material retido.
Medição de vazão integrada
A calha Parshall dá à operação o número de entrada e de saída, base de todo o controle de processo da estação.
Fornecimento único
Do preliminar ao secundário, os equipamentos vieram de um só fornecedor, com compatibilidade garantida entre as etapas.
O que significam 86 L/s na prática
Referências para dimensionar a capacidade da estação.
Os equipamentos que a Ecosan entregou
Uma linha completa para o processo de tratamento preliminar até o secundário.
A ETE Capivari I em campo
Registros dos equipamentos Ecosan instalados na estação da Sanasa em Campinas.







Uma obra que foi muito além da estação
O projeto integrou a retificação de 2.750 metros do Córrego Cidade Satélite Íris, o plantio de mais de 11 mil mudas nativas e a implantação de um sistema de afastamento dos esgotos sanitários, com cerca de 19 km de redes entre emissários, coletores-tronco, interceptores e linhas de recalque, além de seis estações elevatórias.
A obra foi viabilizada pelo Programa de Aceleração do Crescimento e financiada parcialmente pela Caixa Econômica Federal, em R$ 46 milhões na modalidade de locação de ativos. O investimento total foi da ordem de R$ 60 milhões, com a Sanasa pagando aluguel por 20 anos até incorporar o sistema ao seu patrimônio.
"Com mais esta ETE estamos ajudando a preservar nossos mananciais e, sobretudo, garantindo a saúde pública."
Lauro Péricles Gonçalves, presidente da Sanasa na inauguração, em 2 de março de 2009
Bairros e núcleos atendidos pela estação
A ETE Capivari I recebe o esgoto de dezenas de bairros e núcleos residenciais da região.
Na época da inauguração, o sistema já contemplava empreendimentos em implantação: Conjunto Habitacional Santo Expedito, Residencial Dona Amélia, Residencial Colina das Nascentes, Chácaras Morumbi, Jd. Cayman, Residencial Universo, Jd. Maringá e Jd. Uruguai.
Dúvidas sobre a ETE Capivari I
O que gestores públicos e engenheiros mais perguntam sobre a estação.
Qual a capacidade da ETE Capivari I? +
Que tecnologia de tratamento a ETE Capivari I utiliza? +
O que a Ecosan forneceu para a ETE Capivari I? +
Qual foi o impacto da estação no Rio Capivari? +
O que é um reator UASB? +
Como foi viabilizada a obra? +
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