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Quando 60 mil pessoas passam a ter o esgoto tratado

A Ecosan forneceu a linha de equipamentos da ETE Capivari I, da Sanasa Campinas. Uma estação de 86 L/s que tirou do Rio Capivari 7,5 milhões de litros de esgoto por dia lançados in natura.

Vazão: 86 L/s (310 m³/h) População atendida: 60 mil habitantes Local: Campinas, SP Início: 2008

A ETE Capivari I, da Sanasa Campinas, trata 86 litros por segundo de esgoto e atende 60 mil habitantes. O processo combina reatores UASB, filtros biológicos aerados submersos e decantadores secundários, com 90% de eficiência na remoção de carga orgânica. A Ecosan forneceu a linha completa de equipamentos do tratamento preliminar ao secundário. Com a estação em operação, o índice de esgoto tratado de Campinas subiu para cerca de 80%.

86L/s
Capacidade de tratamento, equivalente a 310 m³ por hora
60mil
Habitantes atendidos pela estação
90%
Eficiência na remoção da carga orgânica
7,5mi L/dia
Esgoto que deixou de ser lançado in natura no Rio Capivari
O desafio

Uma bacia inteira lançando esgoto sem tratamento no rio

A região da bacia do Capivari concentrava bairros e núcleos residenciais em expansão, sem tratamento de esgoto. Todo o volume coletado ia parar no Rio Capivari in natura. A obra precisava resolver a coleta, o afastamento e o tratamento ao mesmo tempo, com equipamentos capazes de operar em regime contínuo e com carga variável.

Tratar 86 L/s em operação contínua
Atender 60 mil habitantes de uma vez
Absorver picos de carga sem parar
Nascer preparada para expansão em módulos
Devolver ao rio um efluente seguro

A ETE Capivari I foi construída pelo consórcio liderado pela Construtora Norberto Odebrecht e pela CBPO Engenharia Ambiental, por meio da Capivari Ambiental S.A., uma sociedade de propósito específico que era modalidade inédita para obras de saneamento no país.

Como funciona

Da grade de entrada ao efluente devolvido ao rio

Cinco etapas encadeadas, do tratamento preliminar até o lançamento final no Rio Capivari.

Reatores UASB Filtros biológicos aerados submersos Decantadores secundários
01
Tratamento preliminar

Retenção de sólidos grosseiros

O esgoto bruto passa pelas grades automáticas com cremalheira e pela peneira escalar autolimpante. O material retido é conduzido pelos parafusos transportadores até a coleta, sem manuseio manual.

02
Desarenação

Separação da areia

No desarenador, as partículas pesadas se depositam e são removidas antes de chegar às etapas biológicas. É o que protege bombas, tubulações e reatores do desgaste por abrasão.

03
Tratamento anaeróbio

Reatores UASB

O esgoto entra pela base do reator e sobe através de uma manta de lodo biológico que degrada a matéria orgânica sem aeração. Consumo de energia baixo e produção de lodo reduzida.

04
Polimento aeróbio

Filtros biológicos aerados submersos

O efluente do UASB segue para os filtros aerados, onde a biomassa fixa completa a remoção da carga orgânica. É aqui que o efluente ganha o alto teor de oxigênio dissolvido.

05
Separação final

Decantadores e lançamento no rio

Os decantadores secundários, com removedores de lodo de acionamento periférico, separam a biomassa. A vazão é medida na calha Parshall e o efluente tratado é lançado no Rio Capivari, a jusante da foz do Ribeirão Piçarrão.

O que a estação entrega

Seis características do arranjo da ETE Capivari I

Escolhas de processo e de equipamento que sustentam a operação contínua da estação.

90% de remoção de carga orgânica

A combinação de UASB, filtros aerados e decantadores entrega um efluente cristalino e com alto teor de oxigênio dissolvido.

Vida aquática de volta ao Capivari

O oxigênio dissolvido no efluente melhora as condições dos cursos d'água que recebem o lançamento.

Concebida em quatro módulos

O primeiro módulo saiu com 86 L/s. As expansões seguintes foram planejadas conforme o crescimento populacional da região.

Autolimpeza no preliminar

Grades automáticas, peneira escalar autolimpante e parafusos transportadores tiram o operador do contato com o material retido.

Medição de vazão integrada

A calha Parshall dá à operação o número de entrada e de saída, base de todo o controle de processo da estação.

Fornecimento único

Do preliminar ao secundário, os equipamentos vieram de um só fornecedor, com compatibilidade garantida entre as etapas.

Escala do sistema

O que significam 86 L/s na prática

Referências para dimensionar a capacidade da estação.

7,5 milhões de litros
Esgoto tratado por dia, que antes ia direto para o rio
60 mil pessoas
População atendida por um único módulo da estação
cerca de 80%
Índice de esgoto tratado de Campinas depois da estação
Fornecimento Ecosan

Os equipamentos que a Ecosan entregou

Uma linha completa para o processo de tratamento preliminar até o secundário.

Peneira escalar autolimpante (GEAL)
Grade automática com cremalheira (GACR)
Comporta de superfície manual (CSM)
Comporta de superfície stop log (STL)
Comporta fixa manual (CFM)
Parafusos transportadores de sólidos, com e sem eixo (PTSC, PTAS)
Desarenador (DSR)
Removedor de lodo com acionamento periférico (RPC)
Medidor de vazão tipo calha Parshall (ELP)
Peneira rotativa para canal
Distribuidor rotativo
Adensador de lodo
A obra

A ETE Capivari I em campo

Registros dos equipamentos Ecosan instalados na estação da Sanasa em Campinas.

Vista geral da ETE Capivari I da Sanasa em Campinas, com tanques, canais e a linha de tratamento
Grades automáticas com cremalheira instaladas nos canais de tratamento preliminar da ETE Capivari I
Parafuso transportador de sólidos sem eixo recebendo o material retido pelas grades
Removedor de lodo com acionamento periférico em decantador circular da ETE Capivari I
Passarela de operação com comportas de superfície e volantes de acionamento manual na ETE Capivari I
Conjunto de grades e comportas do tratamento preliminar da ETE Capivari I visto de cima
Placa de identificação da Ecosan em equipamento instalado na ETE Capivari I
Impacto

Uma obra que foi muito além da estação

O projeto integrou a retificação de 2.750 metros do Córrego Cidade Satélite Íris, o plantio de mais de 11 mil mudas nativas e a implantação de um sistema de afastamento dos esgotos sanitários, com cerca de 19 km de redes entre emissários, coletores-tronco, interceptores e linhas de recalque, além de seis estações elevatórias.

A obra foi viabilizada pelo Programa de Aceleração do Crescimento e financiada parcialmente pela Caixa Econômica Federal, em R$ 46 milhões na modalidade de locação de ativos. O investimento total foi da ordem de R$ 60 milhões, com a Sanasa pagando aluguel por 20 anos até incorporar o sistema ao seu patrimônio.

"Com mais esta ETE estamos ajudando a preservar nossos mananciais e, sobretudo, garantindo a saúde pública."

Lauro Péricles Gonçalves, presidente da Sanasa na inauguração, em 2 de março de 2009
Alcance

Bairros e núcleos atendidos pela estação

A ETE Capivari I recebe o esgoto de dezenas de bairros e núcleos residenciais da região.

Bairros
Parque Valença I e II Jd. Sul América Jd. Novo Maracanã Residencial Novo Mundo Jd. Nova Esperança Chácaras São Judas Tadeu Jd. Rossim Cidade Satélite Íris Jd. Florence I e II Residencial Cosmos e Cosmos I
Núcleos residenciais
Boa Esperança Princesa do Oeste União Popular São Judas Tadeu Pq. das Flores Jd. Santa Clara Florestal Satélite Íris III Monte Alto Jd. Florence Parque da Amizade Três Estrelas Jd. Novo Maracanã Sul América

Na época da inauguração, o sistema já contemplava empreendimentos em implantação: Conjunto Habitacional Santo Expedito, Residencial Dona Amélia, Residencial Colina das Nascentes, Chácaras Morumbi, Jd. Cayman, Residencial Universo, Jd. Maringá e Jd. Uruguai.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a ETE Capivari I

O que gestores públicos e engenheiros mais perguntam sobre a estação.

Qual a capacidade da ETE Capivari I? +
A estação trata 86 litros por segundo, o equivalente a 310 m³ por hora, e atende 60 mil habitantes. O primeiro dos quatro módulos previstos foi entregue com essa capacidade; as expansões seguintes acompanham o crescimento populacional da região.
Que tecnologia de tratamento a ETE Capivari I utiliza? +
O processo combina reatores UASB, filtros biológicos aerados submersos e decantadores secundários, alcançando 90% de eficiência na remoção da carga orgânica. O efluente final sai cristalino e com alto teor de oxigênio dissolvido.
O que a Ecosan forneceu para a ETE Capivari I? +
Uma linha completa de equipamentos para o tratamento preliminar e secundário: peneira escalar autolimpante, grade automática com cremalheira, comportas de superfície manual e stop log, comporta fixa manual, parafusos transportadores de sólidos com e sem eixo, desarenador, removedor de lodo com acionamento periférico, medidor de vazão tipo calha Parshall, peneira rotativa para canal, distribuidor rotativo e adensador de lodo.
Qual foi o impacto da estação no Rio Capivari? +
A estação deixou de lançar in natura cerca de 7,5 milhões de litros de esgoto por dia, contribuindo diretamente para a despoluição do Rio Capivari e elevando para cerca de 80% o índice de esgoto tratado de Campinas.
O que é um reator UASB? +
UASB é a sigla de Upflow Anaerobic Sludge Blanket, reator anaeróbio de fluxo ascendente e manta de lodo. O esgoto entra pela base e sobe através de uma manta de lodo biológico que degrada a matéria orgânica sem necessidade de aeração, com baixo consumo de energia e pouca produção de lodo.
Como foi viabilizada a obra? +
A obra foi viabilizada pelo Programa de Aceleração do Crescimento e financiada parcialmente pela Caixa Econômica Federal, em R$ 46 milhões na modalidade de locação de ativos, por meio de uma sociedade de propósito específico. O investimento total foi da ordem de R$ 60 milhões.
Saneamento municipal

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