Case · Indústria Têxtil · Paraguai

Efluente têxtil a 50 °C. Cor, carga e variação. Uma rota sob medida.

Estação de tratamento de efluentes desenvolvida pela Ecosan para a unidade da Lunelli no Paraguai. Lodos ativados com aeração prolongada, 80 m³/h de capacidade e infraestrutura preparada desde a origem para dobrar até 160 m³/h.

Capacidade: 80 m³/h Expansão: 160 m³/h Implantação: 2018

Para a unidade industrial da Lunelli, no Paraguai, a Ecosan desenvolveu e implantou uma estação de tratamento de efluentes têxteis com capacidade de 80 m³/h, projetada desde a origem para ampliação futura até 160 m³/h. A solução utiliza lodos ativados com aeração prolongada, associada a pré-tratamento, resfriamento, floculação, decantação, descoloração e tratamento do lodo. O projeto foi concebido para reduzir a carga de contaminantes e atender aos parâmetros ambientais aplicáveis ao lançamento, incluindo os requisitos considerados pela Resolução nº 222/02 da Secretaria do Meio Ambiente do Paraguai.

80m³/h
Capacidade inicial de tratamento da estação
160m³/h
Capacidade prevista após a futura expansão
50→30°C
Redução da temperatura antes do tratamento biológico
2018
Ano de implantação do projeto no Paraguai
Visão geral

O projeto em resumo

Dados técnicos da estação desenvolvida para a unidade têxtil da Lunelli.

ClienteLunelli
LocalizaçãoParaguai
Ano de implantação2018
SegmentoIndústria têxtil
AplicaçãoTratamento de efluentes industriais
Capacidade inicial80 m³/h
Expansão prevista160 m³/h
Tecnologia principalLodos ativados com aeração prolongada
Processos complementaresResfriamento, floculação, decantação, descoloração e tratamento do lodo
Objetivo ambientalTratamento do efluente para lançamento dentro dos parâmetros aplicáveis ao projeto
O desafio

Por que os efluentes têxteis exigem uma engenharia específica?

Os efluentes têxteis podem apresentar características muito diferentes de acordo com as fibras processadas, os produtos químicos utilizados e as etapas realizadas em cada fábrica. Lavagem, tingimento, estampagem e acabamento geram um efluente que muda de composição ao longo do próprio dia de produção.

Elevada carga orgânica
Presença de corantes
Sólidos suspensos
Produtos químicos auxiliares
Variações de pH
Variações de vazão
Oscilações na composição
Temperaturas elevadas
50 °C

Na unidade da Lunelli, o efluente chegava ao sistema a aproximadamente 50 °C, condição inadequada para a atividade dos microrganismos utilizados no tratamento biológico. Antes de tratar, era preciso resfriar.

A engenharia Ecosan

Antes de definir a solução, é preciso conhecer o efluente

A composição de um efluente têxtil muda conforme o tipo de tecido, os corantes empregados, os ciclos de produção, os processos de lavagem e os produtos de acabamento. Por isso, a escolha da tecnologia parte de uma caracterização físico-química e biológica.

Para a Lunelli, a Ecosan definiu uma solução baseada em lodos ativados com aeração prolongada, associada a etapas físicas e físico-químicas. Essa combinação permite atuar sobre diferentes grupos de contaminantes e aumentar a estabilidade do tratamento.

DBODQOSólidos suspensos CorTemperaturapH VazãoNutrientesQuímicos de processo
Estação de tratamento de efluentes têxteis da Lunelli no Paraguai, desenvolvida pela Ecosan

A estação implantada na unidade da Lunelli, no Paraguai

Como funciona

Do efluente bruto ao lançamento

Onze etapas encadeadas, divididas entre a linha do efluente e a linha do lodo.

Linha do efluente

Peneira Rotativa PRL

Retém sólidos grosseiros e protege bombas e tubulações

Torre de resfriamento

Reduz o efluente de 50 °C para 30 °C

Calha Parshall

Mede e indica a vazão de entrada do sistema

Elevatória e distribuição

Bombas conduzem o fluxo à caixa distribuidora

Tanque de aeração

Lodos ativados com aeração prolongada e difusores

Caixa separadora

Direciona o efluente ao sistema de floculação

Floculação FTA

Três tanques com floculadores tipo turbina axial

Decantador secundário

Sedimentação com Removedor de Lodo RPC

Descolorante e lançamento

Dosagem final reduz a cor remanescente

Linha do lodo

Poço de lodo

Recebe o lodo sedimentado do decantador

Recirculação

Parcela retorna ao tanque de aeração e mantém a biomassa

Adensador de lodo

Aumenta a concentração de sólidos e reduz volume

Prensa desaguadora

Remove água do lodo e envia à caçamba para destinação

O lodo excedente percorre adensamento e desaguamento antes da destinação final, reduzindo o volume e facilitando o manejo.

Tecnologias empregadas

Os equipamentos que formam a rota

Cada unidade cumpre uma função específica dentro do encadeamento do tratamento.

PRL

Peneira Rotativa Autolimpante

Remove sólidos grosseiros do efluente, protegendo as etapas seguintes. O sistema autolimpante reduz intervenções manuais e favorece a operação contínua.

Resfriamento

Torre de Resfriamento

Reduz a temperatura do efluente e cria condições mais adequadas para o processo biológico a jusante.

Medição

Calha Parshall

Mede e indica a vazão que entra no sistema, permitindo acompanhar as condições hidráulicas da estação.

Aeração

Grids de Aeração com Difusores

Promovem a transferência de oxigênio para o tanque de aeração, sustentando a atividade dos microrganismos.

FTA

Floculadores Tipo Turbina Axial

Proporcionam agitação lenta e controlada, suficiente para formar flocos maiores sem causar sua ruptura.

RPC

Removedor de Lodo RPC

Instalado no decantador secundário, conduz o lodo sedimentado até o ponto de coleta.

Adensamento

Adensador à Gravidade Mecanizado

Aumenta a concentração de sólidos do lodo e reduz o volume encaminhado ao desaguamento.

Desaguamento

Prensa Desaguadora

Remove parte da água do lodo adensado, facilitando transporte, manejo e destinação final.

A obra

A estação implantada

Registros da ETE desenvolvida pela Ecosan para a unidade da Lunelli no Paraguai.

Vista geral da estação de tratamento de efluentes da Lunelli no Paraguai
Decantador secundário da ETE têxtil da Lunelli
Conjunto de unidades da estação de tratamento de efluentes têxteis
Vista das instalações da ETE da Lunelli implantada pela Ecosan
Detalhe do decantador da estação de tratamento de efluentes têxteis
O resultado

Uma rota única para um efluente que muda o tempo todo

A solução reúne a remoção física de sólidos, a degradação biológica da matéria orgânica, a separação físico-química de impurezas, o tratamento do lodo e o polimento da cor em uma única rota, desenvolvida de acordo com as condições específicas da operação.

Redução da carga orgânica, com atuação sobre DBO e DQO
Adequação da temperatura de 50 °C para 30 °C
Tratamento da cor característica do efluente têxtil
Manejo completo do lodo: recirculação, adensamento e desaguamento
Monitoramento operacional dos principais parâmetros do processo
Flexibilidade para dobrar a capacidade de 80 para 160 m³/h
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre tratamento de efluentes têxteis

O que gestores e engenheiros mais perguntam sobre projetos deste tipo.

Por que o efluente têxtil exige uma engenharia específica? +
Porque sua composição varia conforme as fibras processadas, os corantes e as etapas de cada fábrica. Processos de lavagem, tingimento, estampagem e acabamento podem gerar efluente com elevada carga orgânica, corantes, sólidos suspensos, produtos químicos auxiliares, variações de pH e de vazão, além de temperaturas elevadas. A rota tecnológica precisa absorver essas variações, proteger a etapa biológica, remover matéria orgânica, separar o lodo e reduzir a cor remanescente.
Por que é necessário resfriar o efluente antes do tratamento biológico? +
O tratamento biológico depende da atividade de microrganismos, cujo desempenho pode ser comprometido em temperaturas elevadas. Na unidade da Lunelli, o efluente chegava a aproximadamente 50 °C. Uma torre de resfriamento reduz essa temperatura para cerca de 30 °C, criando condições mais favoráveis à degradação da matéria orgânica.
Como funciona o tratamento por lodos ativados com aeração prolongada? +
No tanque de aeração, microrganismos utilizam a matéria orgânica do efluente como fonte de alimento. O oxigênio necessário é incorporado por grids de aeração compostos por difusores. O tanque também cumpre funções de regularização e homogeneização, tornando o efluente mais uniforme e reduzindo o impacto das variações do processo produtivo sobre o sistema.
Como se reduz a cor de um efluente têxtil? +
Neste projeto, a cor é tratada em etapas combinadas: a floculação com floculadores mecânicos tipo turbina axial forma flocos maiores, o decantador secundário separa esses flocos por gravidade e, ao final, o efluente clarificado recebe a dosagem de um agente descolorante para reduzir a coloração remanescente antes do lançamento.
É possível projetar uma ETE preparada para expansão futura? +
Sim. A estação da Lunelli foi dimensionada para 80 m³/h, mas seu layout e sua infraestrutura foram planejados desde a origem para ampliação até 160 m³/h. Isso permite acompanhar o crescimento da produção sem exigir uma reformulação completa do sistema.
O que acontece com o lodo gerado no tratamento? +
O lodo sedimentado segue para um poço de lodo. Uma parcela retorna ao tanque de aeração por bombas centrífugas, mantendo a concentração de biomassa do processo. A parcela excedente vai para um adensador à gravidade mecanizado, que reduz o volume, e em seguida para uma prensa desaguadora, que remove parte da água. O material final é depositado em caçamba para destinação conforme os critérios ambientais aplicáveis.
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