A Ecosan esteve presente no Build’n Green 2026, congresso internacional realizado em Viena nos dias 28 e 29 de abril. O evento reuniu especialistas de mais de 30 países para discutir construção sustentável, green tech e economia circular — e reafirmou que o tratamento de efluentes deixou de ser item secundário para se tornar componente estratégico de qualquer projeto verde.
O setor da construção é responsável por cerca de 40% do consumo global de energia e gera volumes expressivos de resíduos hídricos. O Build’n Green 2026 partiu desse diagnóstico para propor uma agenda mais abrangente: sustentabilidade que vai além dos materiais escolhidos ou da certificação energética do edifício. A plataforma organizou debates, painéis, workshops, matchmaking B2B e visitas técnicas em torno de quatro eixos: recursos e materiais, planejamento e financiamento, uso e operação, e desconstrução e reúso.
Para a Ecosan, com mais de 40 anos de atuação em engenharia das águas e mais de 68 mil soluções implantadas no Brasil, o evento confirmou uma direção que a empresa já pratica: saneamento, água e efluentes precisam estar integrados ao projeto desde a prancheta, não tratados como infraestrutura de suporte após a obra concluída.
O que o Build’n Green discutiu sobre água e efluentes
O congresso incluiu a sessão técnica Rethinking Water: Circular, Digital and Decentralized Solutions for the Built Environment. O título traduz com precisão o que o setor de saneamento vem debatendo há anos: a água não é mais uma utilidade operacional. É um vetor de circularidade, resiliência e valor.
A sessão apresentou soluções capazes de transformar sistemas de água e efluentes em modelos mais eficientes e integrados ao ambiente construído. Três direções foram destacadas:
Descentralização. Sistemas de tratamento próximos ao ponto de geração permitem reúso local e reduzem a pressão sobre redes públicas sobrecarregadas.
Digitalização. Monitoramento em tempo real, sensores e automação aumentam a eficiência operacional e reduzem perdas.
Circularidade. O efluente tratado deixa de ser resíduo e passa a ser fonte de água para reúso não potável, de nutrientes para o solo e, em alguns sistemas, de energia por meio de biogás.
Tratamento de efluentes na lógica da construção circular
O Build’n Green estruturou seu programa em quatro eixos que cobrem o ciclo de vida completo das edificações. O tratamento de efluentes aparece transversalmente em todos eles.
Na fase de uso e operação, sistemas de reúso de água reduzem o consumo de água potável em até 40% em empreendimentos com aproveitamento de efluente tratado para irrigação, limpeza e sanitários. A ABNT NBR 16783 define os padrões técnicos para essa aplicação no Brasil.
Na fase de desconstrução e reúso, o lodo gerado pelo tratamento pode ser destinado à compostagem ou à geração de energia, integrando o empreendimento à cadeia da economia circular.
Na fase de planejamento e financiamento, projetos que incorporam soluções de saneamento descentralizadas obtêm pontuação em certificações como LEED, AQUA-HQE e Edge — o que impacta o valor do ativo e o acesso a linhas de financiamento verde.
No Brasil, o Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020) estabelece que 99% da população deve ter acesso a esgotamento sanitário adequado até 2033. Esse prazo cria uma demanda real por sistemas de tratamento compactos, modulares e economicamente viáveis, exatamente o que o mercado de construção sustentável precisa integrar ao seu portfólio.
A visita técnica: de efluente a energia em Viena
Uma das atividades mais relevantes para a Ecosan foi a visita técnica Waste Water Treatment and Waste to Energy, que demonstrou como Viena opera um sistema integrado de valorização de efluentes urbanos.
A cidade austríaca transforma lodos e resíduos de estações de tratamento em energia elétrica e térmica por meio de digestão anaeróbia e incineração controlada. O resultado: redução de volume de resíduos, geração de energia renovável e fechamento do ciclo hídrico urbano.
Esse modelo não é novo para a Ecosan. A empresa já projeta e opera ETEs (Estações de Tratamento de Efluentes) com unidades de adensamento de lodo (ADL) e sistemas de aeração que preparam o efluente para valorização posterior. A visita em Viena reforçou a direção técnica que a empresa vem seguindo: o efluente é matéria-prima, não descarte.
“O Build’n Green confirmou o que temos defendido na Ecosan há décadas: construção sustentável começa no projeto e termina no reúso. O tratamento de efluentes precisa estar no mesmo nível de atenção que os materiais escolhidos ou a eficiência energética da edificação.”
O que o mercado brasileiro pode aprender com Viena
O congresso evidenciou um gap que o setor da construção no Brasil ainda precisa endereçar: a integração entre projeto arquitetônico e infraestrutura de saneamento ainda é tratada como etapa separada, quase sempre terceirizada e subestimada no orçamento.
Os empreendimentos apresentados em Viena partem de uma premissa diferente. O sistema de água e efluentes é projetado junto com a edificação, com metas de desempenho hídrico definidas desde a fase de concepção.
No Brasil, essa integração ainda enfrenta barreiras regulatórias, de capacitação técnica e de cultura setorial. Mas a demanda existe e está crescendo: empreendimentos com certificação ambiental, projetos de infraestrutura pública financiados com recursos internacionais e indústrias sob pressão de metas ESG já buscam soluções que combinem tratamento eficiente com reúso e conformidade legal.
A Ecosan atende esse mercado com sistemas turnkey e projetos EPC, da engenharia à operação, com responsabilidade integral pelo desempenho do sistema entregue.
Perguntas frequentes sobre tratamento de efluentes e construção sustentável
O que é uma solução de tratamento descentralizada?
É um sistema instalado próximo ao ponto de geração do efluente, sem necessidade de conexão à rede coletora pública. Ideal para condomínios, indústrias e empreendimentos afastados de centros urbanos. Permite reúso local do efluente tratado e reduz custos de infraestrutura de coleta.
Como o tratamento de efluentes contribui para certificações verdes como LEED?
Sistemas que reduzem o consumo de água potável por meio de reúso de efluente tratado geram créditos em categorias como Eficiência do Uso da Água e Gestão de Águas Pluviais. A pontuação obtida impacta diretamente o nível de certificação e, consequentemente, o valor do empreendimento.
Quais legislações brasileiras regulam o lançamento de efluentes em empreendimentos?
A Resolução CONAMA 430/2011 define os padrões de qualidade para lançamento de efluentes em corpos hídricos. O não cumprimento configura infração ambiental, sujeita a multa, embargo e responsabilidade civil. Para reúso, a referência técnica é a ABNT NBR 16783.
A Ecosan atende projetos de construção civil e infraestrutura urbana?
Sim. A Ecosan projeta, fornece e opera ETEs e ETAs (Estações de Tratamento de Água) para empreendimentos industriais, condomínios, prefeituras e concessionárias. Com mais de 68 mil soluções implantadas em mais de 40 anos, a empresa oferece desde equipamentos unitários até projetos turnkey com operação assistida.
Conclusão
O Build’n Green 2026 deixou uma mensagem clara: a sustentabilidade no ambiente construído não se encerra na escolha de materiais ou na eficiência energética. O ciclo completo, incluindo o tratamento e o reúso de efluentes, precisa ser incorporado ao projeto desde o início.
Para o mercado brasileiro, que ainda corre para cumprir os prazos do Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020), esse alinhamento representa tanto uma obrigação regulatória quanto uma oportunidade de negócio real.
A Ecosan está preparada para apoiar empreendimentos que queiram integrar soluções de saneamento ao projeto de construção sustentável, com expertise técnica, portfólio comprovado e capacidade de entrega em escala.
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